quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vencendo o medo diariamente


A nossa vida apresenta-nos desafios constantes. Uns mais faceis que outros e, na verdade, o facilitismo também tem a ver com a nossa personalidade. Cada um de nós tem mais agilidade para umas coisas do que outras. Cada um de nós reage de forma diferente a situações diversas.
Tirei a carta há uns sete anos atrás. Tirei por insistencia de outros para ser totalmente sincera. Eu nunca me via a conduzir. Achava demasiado dificil para mim! Mas lá fiz tudo à primeira e comecei a conduzir. Ganhei-lhe o gosto! No entanto, pouco depois fui para Inglaterra e o facto de haver imenso trânsito e ser tudo ao contrário era uma barreira. Nunca peguei no carro e olhem que precisei bastante mas não me via colocar mudanças com a mão esquerda nem fazer rotundas ao contrário.
Finalmente regressei e estava completamente desabituada de conduzir e na minha mente ia ser algo verdadeiramente dificil. Orei! O meu marido foi um querido e lá saiu comigo. O nosso filho precisa que o leve à escolinha. Isso impulsionou-me. O S. precisa que a mãe seja corajosa. Foi bem mais facil do que previa. Já cometi alguns erros mas os anjos do Senhor estavam comigo e cuidaram de cada situação. Voltei à estrada e isso faz-me feliz. Dá-me a independencia que necessitava sem sacrificar tanto o Tiago. Na Inglaterra era o meu motorista privado para as aulas. Ahah...
Somos, tantas vezes, aprisionados pelo medo. Somos desencorajados por frustrações passadas e ficamos de mãos atadas sem viver plenamente. Deus é por nós e encoraja-nos muitas vezes para não termos medo de nada. Não podemos, de forma alguma, sucumbir ao medo. Precisamos ser ousados e corajosos, enfrentando cada um dos nossos receios com a noção de que Deus está connosco nas situações. O medo, a ansiedade, o pânico têm-nos privado de vencer. São chamadas as doenças do século. 
Nestes últimos dias tenho aprendido a lidar com a Palavra como se de um medicamento se tornasse. A Palavra de Deus é mais eficaz que qualquer outra coisa. As Suas verdades, o Seu encorajamento, o ensino, as palavras de vida são para nós, para nos fazer vencer. Comamos dela, diariamente, constantemente para desfrutarmos da benção de Deus. Como tantos outros descritos na Bíblia passamos por vales, perdas, desafios. No entanto, Deus no controlo de tudo...sempre! 
DEUS e a Sua palavra mudam qualquer circunstancia natural ou sobrenatural!
Seja fiel, submeta-se a Deus, seja humilde e corajoso. O que você não conseguir, Deus fará por si!
Cátia

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Lições de Inglaterra - parte 2

Como é bom relembrar experiências, momentos, palavras,situações que não voltam mas que nos marcaram e mudaram para sempre!
Hoje venho recordar a lição do serviço. Vi na Igreja a forma amorosa com que cuidavam uns dos outros. Falei noutro texto há uns tempos atrás sobre as linguagens de amor e em como nos amamos de formas diferentes consoante a nossa personalidade e linguagem. Por isso, cada um de nós tem em si potencial para servir o próximo. 
Após o parto do S., tivemos pessoas diferentes que vieram a nossa casa trazer refeições preparadas. Foi uma semana maravilhosa. Não nos preocupámos com nada. A quantidade de comida dava para almoço e jantar. Estivemos descansados dessa parte e sentimo-nos mimados pois estar longe de família fez com que tudo estivesse ao nosso encargo.
Esta lição e aprendizado já produziu frutos aqui na Covilhã. Já foi feito com duas grávidas que não dispunham de muita ajuda familiar. Isso faz-me feliz. Esta forma de servir pode, ainda, ser realizada com pessoas que passem por intervenções cirúrgicas e precisem de ajuda no retorno a casa. 
Queria partilhar este texto para inspirar outros grupos a fazerem o mesmo ou algo semelhante. Precisamos viver como família! Alguns de nós erram ao se aproveitarem do próximo e acharem que devem ser o centro das atenções e alvo de cuidado constante. Em tudo precisa existir equilibrio. Às vezes precisamos reconhecer limitações em nós e nos outros e ter um coração aberto à voz de Deus. Ele vai falar, colocar pessoas diferentes no nosso coração, levar-nos a agir. Vai dar a provisão necessária. E, se não der, não fique triste! É porque vai usá-lo de outra forma. Uns dão presentes, outros dão de si, outros dão palavras e abraços.
O que importa realmente é ter um coração disposto. É sentir a necessidade de alguém, é amar com a nossa linguagem própria. É acreditar que o amor é a maior característica do Pai e que nós precisamos ser seus imitadores. 
E em tudo isto encontre liberdade de se expressar não perante as expectativas do outro, mas na sua forma muito própria de ser. E faça sem esperar recompensa.
Acima de tudo, ame e cuide!

Cátia 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Lições de Inglaterra

Li recentemente uma frase que dizia que existem dias em que ensinamos algo mas todos os dias aprendemos alguma coisa. Somos constantes aprendizes no caminho da vida, inspirando-nos nos outros, em livros, em experiências, vivências, momentos...
Esta semana senti uma saudade enorme de Inglaterra. Momentos que não voltam, pessoas inesquecíveis, lugares memoráveis. Apanhar o comboio para a grande Manchester, percorrer as avenidas cheias de gente, os dias no colégio, na DHL. Nem tudo foi bom, mas há algo em cada vivência que me deixa saudade.
E hoje pensei: não sou mais a mesma porque aprendi tanto e desfrutei de realidades bem diferentes que me fizeram crescer, olhar de forma diferente e ter outra perspetiva sobre diversos assuntos.
E ao rever os videos de casamento de pessoas que conheci lá, recordei algo extraordinário. Eles têm um costume que está tambem a ser adaptado aqui de levar damas de honor e também homens que acompanham o noivo. Combinam cores, roupas e estes amigos intimos escolhidos pelos noivos fazem parte deste momento memorável que é o casamento. Envolvem-se em todos os pormenores. Na Igreja onde estive, têm um costume tocante. Quando ainda em casa com o noivo ou noiva, eles oram antes de sairem para a igreja. Colocam este novo tempo nas mãos de Deus. Rodeiam os noivos e oram com eles. E haverá melhor forma de amar do que orar por alguém? Importarmo-nos com a causa do outro levando-a a Deus, desejando a vitória. 
Não são orações repetitivas, mas pedidos especificos sobre a situação pela qual clamam, não deixando qualquer detalhe de parte. Tudo o que é importante para nós deve ser levado diante de Deus.
Sim...aprendi que devemos orar em todas as circunstancias. A Bíblia diz-nos para não cessarmos de orar (ITess 5:17)
Orar pela nova casa, pelos filhos antes de sairem para a escola, pela segurança e proteção, pelo ambiente que nos rodeia, pelo governo, pelo patrão, por justiça. 
Hoje a A. veio despedir-se. Está de volta à Inglaterra. A minha questão foi: queres que ore por ti? E assim foi. Por entre lágrimas e abraços, entregámos, declarámos a palavra e colocámos tudo o que a incomoda ou traz ansiedade aos pés de Deus. Tem de ser assim, precisa ser assim. 
A oração deve fazer parte do nosso dia a dia. Mais do que ouvir e falar, está a oração.
Se tem algum tempo livre, convide alguém para vir a sua casa. Ore com essa pessoa. Levem os pedidos pessoais e os da comunidade. Tudo pode ser transformado pelo poder de uma oração.
Peça ao Espírito Santo que o ensine a orar usando as palavras certas. 
Jesus passou muito tempo em oração. Quer melhor exemplo?

Cátia

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Fariseus virtuais

Sabemos bem como o mundo faz exatamente o contrário do que Deus ensinou. Estamos absolutamente cansados de ver a Humanidade conduzir em direção contrária à vontade do Senhor.
Lembram-se de Jesus nos ter ensinado a orar? Ele fê-lo fazendo uma comparação aos fariseus que gostavam de se mostrar, tinham prazer em aparecer contristados para verem o quanto eles se sacrificavam em jejuns. Jesus até disse que eles oravam pelas esquinas para serem admirados por todos.
Hoje temo que as esquinas, as praças e as sinagogas se transformaram em "facebook", "instagram" e outras coisas.
Estamos numa necessidade constante de mostrar o que comemos, fazemos, com quem estamos. Isso leva-nos à necessidade de mostrar que oramos, cantamos, jejuamos de várias formas. Sinto um grande perigo em tudo isto pois o ensino de Jesus é que Deus nos recompensa em oculto.
O segredo da nossa oração corre perigo. O secreto já não tem valor. E as horas ficam ocupadas pela futilidade. Precisamos parar um pouco e entender se estamos focados no que é certo ou não.
Necessitamos travar a necessidade de partilha!
Quão bom é desfrutar de momentos a sós sem exposição com Deus e até com os que amamos. No secreto, aprendemos coisas fantásticas. Tu e Deus partilham lagrimas, palavras, afectos! Ninguém precisa estar, saber, observar. Esse é o teu momento!
Não precisamos de palmadinhas nas costas.
Precisamos, sim, de identidade, de valorização própria e de tempo para nos construirmos uns aos outros,

Aprendo todos os dias!!!!

Cátia

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Valorize a diferença!

Li há muitos anos atrás um livro sobre as diferentes linguagens do amor. Naquele tempo parece que fiz uma verdadeira descoberta. Sempre que lia sobre esta ou aquela linguagem, lembrava-me desta ou daquela pessoa. É fantástico entender como somos pessoas diferentes, dotadas de diferentes formas de agir e de estar. 
Mas sabem o que acho mais fenomenal ainda ? É o facto de nos respeitarmos e nos valorizarmos na diferença. Sermos capazes de apreciar a beleza única de cada ser sem grandes pressões. Não nos compararmos constantemente e não esperarmos o que muitos nunca serão capazes de dar.
Para quem nunca leu o livro, parece-me bem especificar as cinco linguagens, segundo Gary Champman: toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço e dar presentes.
Quem não se identifica com um ou dois? Quem não consegue identificar os outros nestas linguagens?
No meu caso individual, consigo identificar o toque físico e as palavras de afirmação. Sou alguém que ama abraços e beijinhos. Gosto de estar perto. E uso as palavras para trazer encorajamento e força aos outros. 
No entanto, amo observar os dons que eu não tenho nos outros: sou grata por aqueles que chegam e põem-se logo a cozinhar, servem os outros com atos de serviço. Não se inibem, apenas trabalham. Tenho um amigo que ama presentear os outros. Senpre que visita países mais pobres, deixa a própria roupa e calçado. Tenho amigos que sabem tão bem dar tempo à família. Não deixam que nada os distraia. 
Esta diversidade permite-nos ajudar e amar o outro de formas tão diferentes. Agora não podemos é exigir que o outro nos sirva da mesma forma que nós o fazemos. Alguns de nós não serão capazes de dar um bom abraço, comprar um presente surpresa, preparar uma bela refeição. Assim como temos capacidades, também temos limitações.
Que tal cobrarmos menos e valorizarmos o que o outro pode realmente dar?
Assim construimos um relacionamento em que nos damos em amor com os nossos dons. Claro que vão existir alturas em que precisamos desafiar-nos mediante a necessidade do outro. Mas sabem o que acontece? Vem sobre nós uma capacidade sobrenatural de nos desenrascarmos para superarmos a dificuldade. 
Sou muito grata pelas pessoas que me ajudam com os seus dons. Isso tem sido vital na nossa vida. Na Inglaterra foi assim e nesta mudança preciso reconhecer o que cada um me deu. Alguns foi apenas oração e eu valorizo da mesma forma como quem pintou, quem guarda o Sam, quem faz a sopinha. Tudo é importante e tudo é valioso na nossa vida.
DEUS me ajude a valorizar o que cada um é capaz, sabe e pode dar!
Cátia

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Reflexão

A minha amiga K. de Inglaterra ofereceu-me um presente de despedida fantástico: um livro sobre a armadura que somos aconselhados a usar e que está descrita em Efésios 6. Para os menos familiarizados, trata-se do cinto da verdade, da couraça da justiça, do calçado da paz, do escudo da fé, do capacete da salvação e da espada do Espírito. O conjunto total ajudar-nos-á a vencer as mais duras guerras espirituais.
Nessa leitura que estou a fazer muito lentamente, tenho encontrado grandes verdades e conselhos tremendamente sábios para saber como usar cada um deles e também tenho aprendido sobre a eficácia dos mesmos. 
Quando lia sobre o calçado do evangelho da paz, o autor falou da arma poderosa que Deus nos deu para mantermos casamentos, familias, amizades, igrejas, etc. Trata-se do facto de sermos pacificadores. Ora quem me conhece a mim e ao T. sabe que somos calmos e serenos e que raramente entramos em conflitos. Digamos que temos temperamentos mais serenos e não "fervemos em pouca água."
No entanto, aprendi que não chega. Temos um inimigo perito em discordia, um verdadeiro profissional em semear divisão. Sermos agente de paz em nós mesmos não adiantará muito nesta luta diária de gerir relacionamentos. Na verdade, se formos pela nossa força, depressa veremos quebrados relacionamentos que já existem há anos e que julgamos estáveis e garantidos.
Jesus foi chamado lá em Isaías de "Prinicipe da Paz". Ele prometeu deixar-nos a paz. Ao termos Jesus dentro do coração, deixando-O reinar, permitindo-Lhe moldar-nos e vestir-nos da armadura; ao entendermos que o Seu sacrificio trouxe a verdadeira paz, experimentamos muito mais do que a ausencia de conflito, mas relacionamentos saudáveis e pacificos.
No meio disto tudo, precisei também encontrar equilibrio no julgamento prematuro, na inveja desnecessária, na mágoa gerada em falta de conhecimento. Precisei ocupar a mente e permitir-me gerar maturidade. A luta dentro de nós é grande. Pensamos demais. Ocupamos a mente com absurdos. Nesta altura, experimento colocar o capacete da salvação - o maior bem que temos - o presente eterno que Jesus nos garantiu. E a salvação traz alegria, certeza, esperança! Assim a mente fica guardada e eu sigo com o pensamento no céu - que é o presente garantido por essa salvação.
Hoje fico por aqui, Quem sabe um dia destes aborde mais alguma coisa sobre a armadura. Resolvi partilhar o que me fez bem pensar...espero que vos tenha feito refletir também!
Até breve,
Cátia

terça-feira, 25 de abril de 2017

Recomeçar

Estou de volta a casa!
Recomeçar é a palavra de ordem.
Como a palavra indica, trata-se de começar outra vez. No meu caso em particular, começar outra vez a minha vida em Portugal, nomeadamente na Covilhã. Regressei à mesma casa onde vivi outrora seis anos, estou de volta às minhas mobilias e tarecos que já tinha. A tudo isto junta-se uma bagagem de outros seis anos em que vivi em dois países diferentes.
Então, recomeçar é isto. Adicionar bagagem, libertar-se de outra e saber seguir em frente nas novas circunstancias. 
O lugar é o mesmo, mas tanta coisa mudou. Adicionámos membros às familias, perdemos outros, mudámos de emprego, casamos, tivemos filhos, netos, sobrinhos, abrimos negócios, uma infinidade de acontecimentos.
Lá terei que me adaptar pois apesar de estar em casa habituei-me a outros modos, formas de estar. Preciso fazer o ajuste e também abrir a bagagem daquilo que interessa e que podera servir para construir os outros.
Nestes dias tenho cantado vezes sem conta: "Tua fidelidade é grande, Tua fidelidade imcomparável é..quem é como TU, bendito Deus pois grande é Tua fidelidade!"
Na verdade, preciso reconhecer a presença de Deus em tudo. Sem essa presença tão doce não conseguiria suportar o caminho. Orei muitas vezes como Moisés lá em Êxodo capitulo 33 de que não iria a nenhum lugar se a presença do Senhor não fosse comigo. Ainda bem que Ele foi sempre! Foi visivel a Sua ação ao longo do caminho.
Vivi tantas coisas, vi tantos lugares, experimentei tantos milagres e toques sobrenaurais, aprendi tanto, conheci gente tão diferente, vivi decepções e também grandes surpresas. Fui tão cuidada por este Deus de amor. Para trás deixei uma infinidade de momentos inesqueciveis. Na verdade, não ficaram para trás, mas estão guardados no meu coração onde cabem tantas coisas e tantas pessoas.
Hoje sinto-me grata, abençoada e expectante! 
A mudança assusta-nos mas não nos amarra. Deve ser encarada como crescimento e devemos vivê-la sem medo porque Deus é Pai e Pai cuida! Portanto, agir em fé é fundamental para alcançarmos as promessas e vivermos plenamente todos os momentos que nos são dados. 
Sou grata pelas oportunidades, pelas pessoas, pelas experiencias, por tudo! 
E aqui contamos exatamente com o mesmo: a presença de Deus! É isso que nos move e nos orienta para enfrentar os desafios da mudança. 
Com amor e de Portugal,
Cátia