quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Depois de um divórcio......


Não me consigo concentrar! Sinto falta disto....do meu blog....das minhas palavras que tantas vezes surgiram numa inspiração divina e num toque de teclas repentino em que as lágrimas corriam e os dedos batiam a toda a velocidade. Era importante não perder os pensamentos que surgiam.
Tantos temas, tantas ideias que desejava partilhar, expor, comentar, esmiuçar para que juntos pudéssemos crescer como pessoas e pudéssemos conhecer um pouco mais do coração Daquele que teve a ideia de nos colocar aqui e nos formar de determinadas formas. Ler-me a mim mesma trazia revelação, partilhá-la dava-lhe propósito para que coisas importantes não ficassem dentro da minha caixinha de ideias mas virassem consolo para tantos que ainda "perdem" tempo com blogs ou com muitas letras juntas num mundo de tantas palavras.
 E foi preciso um divórcio para me fazer pausar. Contei os textos e desde o inicio de 2021 só escrevi dois. Não porque não tivesse inspiração, pois tenho para mim que os tempos de maior dor são motores que alavancam as penas dos escritores. Parar é necessário até porque, para muitos, há uma perda de credibilidade para quem tanto escrevia sobre tantas coisas de forma obstinada e que com um divórcio até parecem perder o sentido.
Hoje ganhei coragem de dizer aquilo que disse para mim mesma ao longo de muitos meses: divórcio não é o fim da vida. Parece....eu sei! Mas não é!
O choque inicial, a perda de identidade, a culpa, a vergonha, a raiva, as escolhas, a solidão, a perda de perspetiva, a nova condição, o perdão, a confusão, a amargura, as fronteiras. Tudo isto pode ser evitado quando duas pessoas desejam fazê-lo.
Porém, nem sempre corre como planeamos, nem sempre fazemos boas escolhas, nem sempre fazemos o moralmente certo ou seguimos os preceitos que pregamos tantas vezes, nem sempre o "felizes para sempre" acontece!
Independentemente do que acontece ou deixa de acontecer há feridas para tratar e na maior parte das vezes não encontramos hospitais prontos para nos receber. E vocês sabem ao que me refiro quando falo de hospitais.....aqueles que tratam da doença da alma! Muitos tomam lados e esquecem-se da atitude de Jesus no poço. Jesus disse à samaritana que sabia perfeitamente o que se passava mas recebeu-a, amou-a e mudou a história dela.
Às vezes sentia-me como ela. Sozinha em frente ao poço com um desejo profundo de alguém que me convidasse a beber. Já estava tão maltratada pela vida, pelos desafios, ainda havia os que passavam por mim e me excluíssem agora da sua convivência, que me apontavam sem saber, que inventavam e que nem queriam saber como me encontrava. 
Acabou-se depressa um convivio que antes era feito em casal! Agora vais sozinha para tua casa, com o teu filho chorar as tuas dores. E quase todos os domingos no final da tarde chorava amargamente! Por tantas coisas.....e mais alguma! Tudo isso fortalece a culpa, dá dimensão ao acontecimento e prejudica o processo de luto!
Só falo nisto pela dor emocional que causa sejamos ou não causadores do que nos aconteceu. Há quem me relembre constantemente que vivemos o fruto das nossas escolhas. Pois bem! Ainda assim merecemos graça e carinho dos que nos amam porque ninguém acerta sempre e alguns desacertam nas coisas verdadeiramente importantes!!
Só queria realçar para todos os que não acertaram, os que não conseguiram, os que se deixaram levar por mentiras, os que processaram mal os pensamentos, para os que erram e continuam a errar, existe graça além do que possamos imaginar porém ela só acontece num tratamento profundo de arrependimento e também de perdão. Porque muitas vezes quem não é causador, é vitima e precisa perdoar.
E se passaste por isto tudo como eu, não deixes o coração esfriar.....cuida agora de quem chora, de quem vive a dor de perdas irreparáveis, faz a diferença num mundo procurando compreender e acima de tudo AMAR!
E eu ....decidi continuar a escrever para quem quiser ler.....para quem acreditar no meu coração que continua com os olhos postos no lugar certo, procurando a redenção todos os dias e encontrando o coração de Deus no caminho. E, por isso, um dia deste vou falar de um assunto que considero de extrema importância: os filhos. Já chega de os tratarmos como moedas de troca ou objetos da nossa vingança vil. Cresçamos: se não for por nós, que seja por eles.

Até breve e com amor,
Cátia

sábado, 21 de maio de 2022

Apontamento sobre a solidão

 Aviso já os que me leem que o tema ao qual me quero dedicar nas próximas linhas não teve nenhuma espécie de investigação científica. Simplesmente é resultado de senso comum e um empirismo forçado. Tratam-se, então, só e apenas de opiniões, experiencias, ideias retiradas do meu coração e vivências.


Assistimos a tantos tipos de solidão: os que se sentem sós no meio de muita gente, os que se sentem sós por abandono dos demais, os que perderam algo ou alguém, os que preferem estar sós e os que só não se sentem sós se estiverem na presença dos que trazem sentido às suas vidas.

E quem espreita apenas pela janela pouco ou nada sabe dos que estão sós, vão sós, caminham sós. Muitas vezes temem intereferir porque acham que o outro quer estar só; outras vezes julgam pela aparência achando que o outro tem companhia e não estará assim tão só. Cheguei à conclusão que, na dúvida, mais vale perguntar: como estás? Como passas os teus dias? Queres ir beber um café ou ser deixado a sós?

Nem sempre a opção pelo isolamento é voluntária na medida em que acontece, algumas vezes, por um desconforto associado a sentimentos múltiplos devido às vivências de cada um. Então, quando parece que nos estão a dizer: hoje não posso, talvez queiram dizer: preciso que forces um pouco mais porque preciso voltar à convivência depois desta ou daquela tragédia que veio à minha vida.

Nem sempre os que se sentem sós o demonstram e sorriem diante dos demais porque choram apenas no secreto da tristeza da solidão com saudades dos tempos de casa cheia, de mesas coloridas e crianças a correr pelos corredores. A solidão ataca em todas as idades, fruto de tragédia ou não. Por vezes trata-se, somente, do ciclo da vida a correr como suposto.

No entanto, eu encontro uma promessa bíblica reconfortante que diz . "Deus faz com que o solitário habite em familia" (Salmos 68). Este versículo aparece num contexto do cuidado do próprio Deus pelos injustiçados, pelos órfãos, pelas viúvas, pelos presos. O amor Dele é um factor chave para entendermos que não estamos sós, no entanto Ele faz-se valer de cada um de nós para cumprir as Suas promessas. Ainda não estamos com Ele fisicamente para sentirmos o afeto em forma física de abraços, beijinhos e miminhos. Então, é mais que necessário entendermos e suprirmos a necessidade de acolhimento, lar, amor, familia dos que, por qualquer motivo seja ele voluntario ou involuntario, estão sós.

Todos precisamos de alguém que nos oiça, que nos ame, que nos encoraje, que não nos julgue precipitadamente, que esteja disposto a aceitar novas condições, que nos faça um bolo quentinho, que nos faça sentir parte - de algo, de alguém!

Que o Senhor nos ajude a identificar os que sofrem em silêncio e a desafiar o egoismo das nossas vidas. Que hoje Ele traga alguém ao teu pensamento! Que hoje pensemos em algué
m que passa o dia, a noite, o fim de semana, as festas sozinho. E que os que se sentem sós consigam vencer a barreira que os impede de se sentirem felizes outra vez!

A solidão dói e corrói o interior manifestando-se de várias formas e se não for tratada pode gerar amarguras que crescem e viram bolas de neve de apatia e indiferença. Por isso cuidemos uns dos outros e de nós mesmos não permitindo que ela leve o melhor de nós que transparece na presença dos demais.

Não posso ir embora sem te dizer a ti que te sentes só: Podes estar só e parecer só mas não és sozinho e o verbo estar implica algo temporário, então, que a gratidão encha o teu coração de forma a desfrutares de cada momento e valorizares cada atitude de alguem te vê só. Enfrenta o dia na convicção que sempre haverá alguem que cuida de ti e sempre haverá alguem que precisa do teu cuidado! 

Com amor,

Cátia

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Uma série, um ano dificil, lições de vida que não acabam|

 Já vai para mais de um ano que eu não escrevo aqui. 


Já passei por vários processos desde não me sentir mais digna de pronunciar algumas linhas até não ter qualquer inspiração. E entre lágrimas, soluços, dificuldades, a vontade de me exprimir da melhor forma que sei - a escrita -sempre será um refúgio secreto e, aqui, não tão secreto!

Vi a série "Maid" disponibilizada pela Netflix. Mexeu imenso com o meu coração, não porque me identifique com a história mas porque é uma lição dura e intensa de resiliência, força, coragem e superação. A história de Alex que, fugindo à violência doméstica emocional, faz das tripas coração para sobreviver sem dinheiro, sem apoios, sem teto! Com ela, uma filha de quase três anos.

Como não me comover episópio após episódio até a ver abraçar o sonho que tinha ficado perdido num tempo de 4 anos?!

A minha vida mudou muito neste último ano, talvez tenha descido ao mais duro abismo e ainda não tenho a certeza que o escalei todo até ao topo. Aliás, sim, tenho a certeza! Ainda não o fiz e ainda não vislumbro o cimo. As dores emocionais levam muito tempo a sarar e é preciso saber lidar com esse tempo para que as feridas fiquem totalmente curadas. Algumas provocadas por nós mesmos e outras por terceiros. O importante é pegar em cada pedaço do coração e dar-lhe atenção, entregá-lo a Quem sabe melhor cuidar dele do que nós, e seguir em frente, sem medo do amanhã. E é tão mais fácil escrever isto do que senti-lo. O medo faz parte de nós e quando não é bem administrado pode aprisionar-nos.

Continuar a vida sem algumas pessoas que eram peça central do puzzle desta aventura pode ser uma experiencia brutal porque ou nos amarguramos ou nos tornamos melhores. Refletimos sobre o que correu mal, tiramos lições, e tentamos achar que a vida não acabou, como muitos dos que, gentilmente, me telefonam me dizem! 

No entanto, é um processo bem destrutivo e precisa ser bem tratado para não criar danos maiores em nós e naqueles pelos quais somos responsáveis.

E nestas alturas vemos quem nos ama - quem nao nos julga, quem nos faz encarar a verdade mas sempre com muita graça. Aquela graça que eu acho que fiquei a conhecer só agora. No meio de sentimentos de culpa e punição. Sempre achamos que certas coisas só acontecem aos outros mas não. Às vezes cai bem no nosso teto e a nossa cosmovisão sobre certas coisas muda. Há os que nos abandonam totalmente como se fossem melhores e os que ficam sem palavras por preferir não lidar com as situações. A verdade é que todos nós falhamos e, realmente, não sabemos lidar e preferimos não encarar a dor do outro.

Teria tanto a dizer sobre tantas coisas mas como ainda estou na escola e acho que ainda não aprendi todas as lições nem tão pouco me graduei no assunto, prefiro deixar para mais tarde. Hoje só resolvi dizer que : a vida pode tornar-se um caos mas é dentro de nós que precisa continuar a existir a paz. E que é necessário tempo para curar porque a amargura é algo que espreita à porta de todos nós e se a deixarmos entrar, tornamo-nos em pessoas que não queremos ser. Quero continuar a pensar o melhor da Humanidade....o melhor dos relacionamentos e, acima de tudo, que há restauração e restituição para quem olha para Jesus. Dele sempre haverá uma compaixão sobrenatural, além do que conheço.

E....um dia depois do outro! Às vezes em frente....outras vezes retrocedendo mas tentando encontrar o caminho que nos leva ao destino!

Com amor,

Cátia


 

domingo, 20 de setembro de 2020

Vida no meio da pandemia

Parece um filme de ficção científica? Talvez um documentário de contra-terrorismo nas grandes farmaceuticas ou o inicio de uma guerra que não se vê. Parece mas não é! Trata-se do ano 2020 que entrou de forma sorrateira, não fazendo prever o que poucos dias depois mudaria a nossa forma de estar.
Máscaras, receios, readaptações, resiliência, lágrimas,abraços que não se deram...
Não sei como está a ser o vosso ano mas gostava de relatar-vos um pouco do meu....
Em regime de teletrabalho, não foi fácil conseguir que um menino de 4 anos acompanhasse a minha necessidade de trabalhar com a sua própria necessidade de atenção. A par disso, eu receava apanhar algo que pudesse colocar em causa o bem-estar e saúde da minha mãe. Ainda hoje o temo. 
Nesse tempo, uma das minhas amigas mais chegadas sofreu uma grande perda e eu não pude abraçá-la. Estava proibido o contacto e como nós nada sabiamos e receávamos o dia de amanhã e a propagação do virus, guardavamos a nossa vida e a dos nossos em casa. Assim tem que ser! Voltei a ve-la um mês depois e com a decisão de desconfinamento, resolvi abraçá-la e senti a dor que é viver lutos e perdas desta forma.
As Igrejas abriram e os cultos tornaram-se algo estranho para mim. Sem abraços, sem beijinhos, sem grandes conversas, sem Amens que faziam vibrar as paredes!
Ao mesmo tempo toda a família do T. estava contagiada e alguns passaram bem mal. O meu sogro esteve mesmo entre a vida e a morte. Nem nos apercebemos da gravidade por causa da distância.
Chegou o Verão e com ele a vontade de viver. Afinal, a regra maior seria a utilização de máscaras em espaços fechados. Então, fomos aproveitar as esplanadas, as piscinas, a praia, alguns restaurantes. Tudo em numero mais reduzido, mas sim! A família também veio, os amigos e a casa encheu-se como se de um ano normal se tratasse. 
E chegou o tempo de recomeçar a escola e aprender a lidar com as novas regras.
Entretanto fiquei doente e precisei ser hospitalizada e encontrei aqui a maior tristeza do COVID : a solidão! Não há visitas, não há contactos exteriores e a cada saída e nova entrada, um novo teste (que não sei quanto a vocês mas a mim custa-me um pouco fazer!)
Encontrei utentes desanimadas que precisaram ficar por muito tempo e não vêem a família há muito. Eu tenho acesso a tecnologias e elas permitem-me aniquilar um pouco a saudade. No caso delas, isso não acontece. Fixam os olhos na janela com os olhos em lagrimas, ansiando ardentemente a vinda do dia em que receberão "alta". 
Posso dizer que o Covid roubou-nos muito do que achávamos garantido! A alegria de viajar, visitar, conviver! Até mesmo
mostrar o sorriso aos que passsam por nós....
Não sei quanto a vocês, mas eu anseio ver um fim a tudo isto! Já percebi que a vida não volta ao mesmo mas pode-nos fazer valorizar e agarrar mais o que é essencial.
Quanto a mim...a falta de rotina roubou-me a minha capacidade de organização e de prioritização de tarefas! Não voltei a conseguir estabelecer as minhas prioridades e ainda estou em busca de algumas coisas que se perderam e com a necessidade de reciclar, de renovar outras coisas.
Este ano pôs-me em perspetiva e a ti? Ainda estou na espera do que Deus me ensinará, onde Ele me levará. Não compreendo todos os caminhos, mas sei quem me guia e isso talvez seja suficiente!
Acima de tudo, desejo que ao vermos estes números altos de casos, não percamos a coragem. Saibamos como nos proteger a nós e aos outros. Saibamos VIVER porque sobreviver não basta!
Cátia


sábado, 25 de abril de 2020

Oh O amor....

Não existe força maior no universo do que a força do amor. Deus identifica-se como o próprio amor. Ele não tem amor, Ele é todo amor! Isso descansa-me pois vejo que nunca me verá sem essa lupa inivisivel do amor e da graça!
I Corintios 13 detém a melhor descrição que já vi de amor. Deescreve-o como paciente, sóbrio, cuidador, esperançoso, bom, generoso, sem inveja, sem competitividade, sem desconfianças, não falha jamais e é maior que a fé e a esperança!
Outra passagem diz que ele é mais forte que a morte.
Também entendemos que há diversos tipos de amor entre amantes, amigos, familiares, etc! Cada um com as suas caracteristicas próprias. E dar e receber amor é das melhores trocas que fazemos na vida. 
Às vezes amar vai ser desejar o melhor para a outra pessoa, mesmo quando os caminhos forem diferentes. Vai ser abdicar porque é um sentimento desinteressado. Será doar-se sem esperar nada em troca. Independentemente do que possa acontecer, o amor recebe um lugar especial no coração do outro. O amor tem tendência a aumentar! O amor tem a capacidade de curar e transformar.
Há muitos anos atrás li um livro que é do imaginário infantil mas que só os adultos entendem. A mensagem é profunda e intensa. "O pequeno Principe" de Saint Exupery é um livro e tanto!
E é um livro de amor. O Pequeno Principe mora num planeta com a sua rosa. Ela tem um comportamento um tanto orgulhoso, centrado em si, um pouco convencida e ingénua. Ele acaba por decidir partir em viagem. E nessas incursões, ao falar com uma raposa sábia e conhecedora da vida, entende que a rosa era tudo para ele e que ele deveria voltar para ela. A juventude e a ingenuidade não os deixou viver um amor que era maior do que eles. Na conversa de despedida encontramos isto:
-É claro que te amo - disse-lhe a flor- foi culpa minha nao perceberes isso. Mas não tem importância. Foste tão tolo como eu. Tenta ser feliz. 
Depois disto, ela mostrou-se forte e não quis que ele a visse chorar. Ele deixou o planeta por causa dela mas é por causa dela que também quer voltar. É uma relação bem controversa que nos faz entender como funciona o amor quando é grande e forte.
Na sua viagem, o pequeno principe entende que a rosa é unica para ele no mundo e que por mais rosas que visse, aquela seria sempre a sua. Compreendeu que somos eternamente responsáveis por quem cativamos. Entendeu que só é feliz perto dela. Entendeu, acima de tudo, que o essencial é invisivel aos olhos. 
E olhando para outras rosas, descreve o seguinte:
 "Vocês são belas, mas vazias -continuou ele. - Não se pode morrer por vocês. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa."
Este livro é uma lição autêntica de amor e compromisso. É uma ponte que nos faz entender sobre o cuidado que devemos ter pelos amores que vão passando por nós: sejam eles filhos, amigos, maridos, mulheres, pais, etc.
Num tempo como este, que haja sempre amor, porque o amor tem a capacidade sempre de ver o melhor, de retirar o melhor, de aprofundar o melhor. Que consigamos trazer luz aos lugares sombrios do outro. Que consigamos iluminar essas trevas, que possamos amar sem medida, com inteligência, com firmeza.Que possamos considerar o outro acima de nós. Que possamos ser comprometidos com "a rosa" que Deus colocar no nosso caminho.
Às vezes vamos encontrar um ou outro espinho mas que possamos entender que eles também servem para nos proteger.
Amar deve ser a primeira e a última escolha da vida!

Com muito amor,
Cátia




terça-feira, 31 de março de 2020

Reflexões sobre o tempo de pandemia

Muito se escreve sobre este COVID. Em 37 anos de vida nunca tinha assitido a tamanha desgraça na Humanidade. Pesa-me toda a mortandade, todo o desafio dos profissionais de saúde que são hoje os nossos soldados no campo de batalha. E, infelizmente, esta guerra é invisivel. Não conseguimos ver nem prever o inimigo. Criámos estratégias mas não temos certezas de que funcionem.
Existem várias coisas que Deus tem trazido ao meu coração desde o início do ano que queria entregar no vosso coração.
Em primeiro lugar, há muitos anos aconteceu um episódio com o rei Josafá em Israel que me tem feito meditar. Deus mostrou-lhe que a batalha que ele tinha que travar com o exército inimigo só era vencida através do louvor. Não era uma luta igual às outras de confronto físico. Tudo aconteceria no mundo espiritual. Enquanto cantavam e louvavam a Deus, prevaleciam sobre os inimigos. Eu tenho posto isto em prática. Tenho enchido a minha casa de cânticos ao Senhor. E têm sido incriveis as letras que me chegam através de várias músicas e grupos. Deixo alguns exemplos que me renovam, encorajam, fortalecem!
“Não posso voltar ao início e nem controlar o que o amanhã me vai trazer! Mas sei que aqui no meio é mesmo o lugar onde prometeste estar! Não sou suficiente se tu não vieres, podes vir encontrar/me aqui?......
Enquanto caminho pelo vale, o teu amor sobrepõe-se ao medo como o sol preenche a sombra, na minha fraqueza a tua glória surge!.....
Nem por um minuto me esqueceste.....Tu estás aqui!” Hera again (Elevation Worship)
"Já não sou mais escrava do medo....eu sou filha de DEUS" (No longer slaves- bethel)
"eu vou cantar no meio da tempestade, alto e mais alto, vais ouvir as minhas preces. E das cinzas a esperança renascerá. A morte está vencida, o meu Rei está VIVO! (raise a halleluiah - bethel

Tantas outras! Quando louvamos Jesus, na atmosfera à nossa volta o inimigo que luta contra nós é desarmado. A esperança renasce e Jesus uma vez mais vence e glorifica-se. 
Encha-se de canticos novos, cante como se não houvesse amanhã, do profundo da sua alma, dos recantos do seu coração!
Outro pensamento que quero deixar sem ser aborrecida pois gostava que estas letras o cativassem e mexessem com o seu interior é que somos chamados a preparar o caminho do Senhor. Lembra-se de João Batista? Ele fez isto! Ele preparou a primeira vinda. Nós temos a responsabilidade de preparar a segunda. Jesus virá um dia e nós precisamos ocupar o lugar de semeadores de esperança, de conforto. Sejamos a voz que clama neste deserto - clama por todos em oração e súplica e clama anunciando Jesus como a salvação da humanidade.
Este covid precisa ser um combustivel que nos icendeia a estar mais perto do trono do Senhor, para entender o que Ele deseja para este tempo e vê-lo agir nos lugares reconditos! Oiçamos o que Deus diz num tempo como este.
Deus vos abençoe!!!!

Cátia



segunda-feira, 23 de março de 2020

Mudei de casa!

Sim....no meio do caos e do isolamento e da dúvida e do medo, precisei fazer o que já estava programado desde Dezembro! A vida não podia parar e mudei de casa.
Nunca pensei que esta mudança estivesse cercada de um cenário de doença, morte e destruição. 
Ao mesmo tempo que mudávamos, até porque é uma boa mudança, encontrávamos em nós um misto de sentimentos. Com família a sofrer, com os casos a aumentar, com as resoluções governamentais a entrar em ação, tudo gerou um reboliço emocional a par da confusão de caixas e caixotes.
Não demorou uma semana para ficar quase tudo arrumado, pois o tempo foi algo que não escasseou. 
E cá estou eu a tentar viver algo que na sua concretização não aconteceu como no sonho. E é mesmo assim....a vida apanha-nos com estes derepentes e de um dia para o outro temos que nos adaptar e reiniventar diante de circunstâncias desconhecidas.
Estou a dar algumas aulas online. Tenho tentado rir com os meus alunos, tirado proveito da situação mas, às vezes, caem algumas lágrimas de tristeza. Tenho fé mas sinto angústia pela dor causada por tudo isto...
Será que o meu filho vai ler sobre isto nos livros da escola? Mais uma pandemia que quis dizimar o mundo? Ele ainda não se apercebeu muito bem mas todos os dias pede a Jesus que mate o corona virus. Junto-me a ele nesta certeza que temos 4 armas poderosas para vencermos isto:
- o nome de Jesus; - o sangue de Jesus; - a Palavra de Deus ; - o louvor.
O nome de Jesus é uma garantia. Sabe quem tem um "padrinho rico" e pode pedir coisas no nome dele? Nós podemos e devemos pedir no nome de Jesus porque a Bíblia ensina-nos a fazê-lo. Só assim receberemos alguma coisa porque Jesus é o único intermediário entre nós e Deus.
O sangue de Jesus é o simbolo da redenção e do regresso a Deus. Só pelo derramamento do mesmo, há purificação dos pecados.Ele garante-nos pureza e cura!
A Palavra de Deus funciona como remédio para a nossa alma e corpo. Ler e ouvi-la reforça a nossa fé. Algo sobrenatural acontece quando somos expostos ao poder das palavras que sairam da boca do Senhor.
O louvor - encher o coração de Deus de músicas, de palavras de amor, de sentimentos de adoração muda atmosferas, tira medos, substitui dificuldades por garantias de que tudo ficará bem!
Eu posso até pintar muitos arcos iris, mas se eu não acreditar que o Ùnico capaz de silenciar o meu medo está um passo de uma oração, entrega e posicionamento de nada me vale.
Palavras positivas são vazias em si mesmas se não forem fundadas naQuele que venceu a morte!
Posto isto, Deus nos ajude a gerir este tempo em casa entre brincadeiras, video chamadas com os que amamos, leituras, cozinhados, exercicio fisico. Eu sei que isto parece mais facil de dizer do que fazer, mas com a ajuda de Deus podemos sair mais fortalecidos.
Que a nossa escolha seja protegermo-nos e confiarmos!
Até breve,
Cátia