sábado, 5 de setembro de 2015

Ele ouve o coração dos necessitados!

Hoje enquanto reflectia na minha caminhada com Deus, cheguei a uma doce conclusão: Ele sempre ouviu as minhas orações! Posso contar cada resposta. Ainda que as coisas não aconteçam como imaginamos, sou sempre surpreendida pelos desfechos! Enquanto quebrantava o meu coração em gratidão ao Rei, fui levada a ler João capítulo 15. Faz parte das últimas palavras de Jesus e são instruções que Ele deixa aos discípulos, aos que Lhe estavam próximos, Lá encontro verdades tão profundas, certezas eternas. Jesus aconselhou que estivessem Nele para que Ele esteja neles. Só assim, tal como a videira e a vara, poderiam dar fruto, poderiam ter um carácter limpo pela Palavra e fazer crescer qualidades santas e abençoar o mundo. Jesus reafirmou o Seu amor por nós e fez um desafio brilhante e difícil: amar o outro como Ele nos amou! Ui...nada simples! Ainda nos chamou amigos se formos fiéis às Suas palavras. Fantástico!
Este amor revela um Deus cuidador e preocupado com as nossas vidas. Isto fala-me de um Deus que ouve o coração do quebrado, do que está destruído e que Lhe concede uma nova chance. 
As orações feitas por nós, em nome de Jesus, tal como instruído por Ele chegam a um Deus de amor que se preocupa em atendê-las. Por que é que desistimos então? Por que é que não perseveramos? Por que é que ficamos tão impacientes?
Precisamos reafirmar dentro de nós: Ele nunca tem um pensamento mau a nosso respeito. Nunca tece palavras negativas acerca de nós. Nunca! Quando algo não acontece, precisamos esperar que aconteça ou que se transforme numa outra situação! 
Não despreze o valor de uma oração num mundo tecnológico que nos "rouba" o tempo. Precisamos rever as nossas prioridades! Oh ...precisamos passar tempo com o Pai. Só assim entendo intimidade. Quando me exponho, deixo-O revelar-se. Para qualquer circunstância, precisamos conhecer o coração Dele. E acha que será numa pregação do youtube? Numa palavra que leu no facebook? Nas frases dos livros? Tudo isso é bom mas não tão bom quanto o seu tempo com Ele. Ouvi uma vez: "Se entendêssemos o poder que reside na oração, passaríamos
mais tempo fazendo-a!" 
A nossa vida, a nossa cidade, o nosso país e o mundo abalado por guerras podem ser transformados por gente de oração, que não desiste, mas que luta. E com a oração, nasce a ação. Somos levados a intervir e a ser imagem de Jesus na terra,
Sempre que oramos, colocamo-nos na posição daqueles que recebem a presença. Ter a presença do Senhor em nós é que fará toda a diferença. Presença traz poder, traz unidade, traz mudança!
Hoje o meu desafio é que falemos mais com Deus! Porque eu sei que não só as circunstancias vão mudar, como nós vamos mudar!
Orar tem feito toda a diferença e continuará a fazer....eu sei...pela fé e pela experiência! 

Cátia 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Unidade

Unidade é uma palavra que tem pulsado dentro de mim :)
Designa união e é aquilo que é considerado de forma individual e não plural. Na Matemática, a unidade é representada pelo número UM. Interessante pensarmos nisto. Dele constroem-se os outros números!
Quando em I Coríntios 12 encontramos a descrição do corpo com muitas partes, encontro então o verdadeiro significado de tudo isto.
Esta passagem fala do corpo e da forma como trabalha com a ajuda de todas as partes. Cada uma tem uma função específica mas todos funcionam para que o corpo se desenvolva, tenha saúde e cumpra a sua missão. 
Por isso, a Igreja é comparada ao corpo. Todos são importantes, vitais e devem respeitar aqueles que são diferentes, Faço especial menção aos versos 25-27 : "a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros.Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele. Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo."
Isto é relacionamento! Tendo em conta que Paulo enumera em seguida diferentes funções como apóstolos, profetas, professores etc...não creio que existe razão para os que dizem não ter um papel a desempenhar na Igreja. Seria anti-bíblico!
Cada um de nós somos dotados de dons tão diferentes, capacidades múltiplas, capazes de reconhecer no outro as suas qualidades mesmo quando esse outro não as consegue compreender por falta de auto-estima ou auto-confiança. 
Primeiro passo nos relacionamentos: Amar! 2º passo: Honrar!; 3º passo: encorajar. Considerar a nossa humildade e vibrarmos com as conquistas de outro. Verdade que isto pode tornar-se difícil, principalmente quando vemos o próximo prosperar sem merecer (segundo a nossa óptica!). Afinal, esforçamo-nos tanto e o outro é que leva os louros! Mas isso volta a conduzir-nos ao irmão do filho pródigo. Ficou ali, trabalhou e o banquete foi para o irmão gastador e que abandonou a casa paterna.
Precisamos, verdadeiramente, cuidar do coração. Vigiar os sentimentos pois eles não espelham a realidade. Varrer os sentimentos negativos em relação a nós e aos outros. 
E porque é que bato tanto nesta tecla dos relacionamentos? Porque vejo que é uma das grandes falhas que leva uma Igreja a padecer, a morrer entregue às críticas, murmurações, falta de perdão. Não estamos a ser corpo! Precisamos ter razão, precisamos levar as nossas ideias a bom porto, tudo para que o eu esteja bem sem avaliar a perspectiva de Cristo para a Igreja!
Já nem precisamos que o inimigo faça alguma coisa, nós conseguimos trazer a destruição sozinhos!...Sempre que não obedecemos, sempre que não sabemos trabalhar em conjunto, sempre que nos achamos superiores a alguém, sempre que cometemos erros de julgamento, sempre que nos rimos do que o outro faz!
Penso ser uma luta diária - lidar com certos feitios! Conseguirmos ser corpo e mantê-lo em bom funcionamento e saudável é um desafio enorme, mas que todos se deviam comprometer a fazer quando se tornam membros de uma Igreja!
Só assim é possível....
Só assim podemos fazer algo por nós e pelos outros...
Quem não quereria pertencer a um grupo de confiança onde o respeitam, choram e riem com ele e seguem as pisadas de Jesus? Eu não hesitaria!

Cátia

terça-feira, 21 de julho de 2015

10 anos de casamento

Estamos a dois dias de completar 10 anos de casamento! Sim...são dez anos que passaram por nós sem nos darmos bem conta! Diziam que o tempo passa depressa e eu não entendia isso até fazer 20 anos, agora vejo que é mesmo assim!
Tantas aventuras, experiências, escolhas. Tanto crescimento, amadurecimento. Algumas pessoas ainda nos questionam como ficámos juntos diante desta ou daquela adversidade. Somos admirados por alguns que assistiram a episódios bem difíceis da vida. Mas não somos super heróis, apenas pessoas normais que decidiram amar, cuidar e que decidiram fazer a vontade de Deus! Na verdade, duas pessoas que decidiram ajoelhar-se diante da Majestade de um bom Deus que sempre esteve presente! E os problemas continuam, as dificuldades mantém-se mas precisamos reconhecer o nosso papel e intensificar o de Deus para que Ele tenha domínio e controlo!
Tenho visto que os relacionamento são, sem dúvida alguma, o grande desafio da Humanidade. Relacionamentos conjugais mais ainda. Viver com alguém tão diferente pode ser extremamente difícil. No entanto, também acredito que a Bíblia deixou princípios eternos e que bem praticados fazem com que as situações mudem. Amar a esposa como Jesus ama a Igreja é desafiante. Respeitar o marido mesmo quando a opinião dele nos tira do sério pode ser hilariante. 
Duas pessoas casam porque se amam, porque têm objetivos em comum, porque escolheram formar uma família! Muitos de nós não esperamos a pessoa certa e escolhemos baseados numa paixão avassaladora que quando se desvanece transforma-se em cinza, não deixando nada. E, na maior parte das vezes, ser feliz é mais importante do que obedecer a Deus, tendo noção que ao obedecer-Lhe estamos a fazer bem a nós próprios!
Abnegação, colocar os interesses do outro acima do nosso, fazer feliz em vez da preocupação em sê-lo. Não é fácil não! E chego à conclusão que sozinhos não conseguimos fazê-lo. Lidar com a tentação de algo que parece bem melhor e mais apetitoso do que temos. 
Eu e o T. vivenciámos más escolhas financeiras, doença, limitações, tentações. Passámos por vales de solidão. Muitos de nós que guardamos os problemas dentro de casa passamos pelas mesmas coisas. Cada um tem a sua luta. Muitos até mesmo com a família. Pode virar facilmente uma bola de neve tão alta que é dificil destruir e se torna uma grande barreira!
Mas alguém disse que ia ser sempre uma lua de mel? ATé os votos são claros: na alegria e na tristeza; na saúde e na doença...! O mar fica bravo e é preciso ajustar as velas!
A união, a não culpabilização do outro, a admiração, o respeito são chaves de casamentos bem sucedidos. Não, nunca será facil!
O divorcio é uma catástrofe social, familiar...! Pessoas saem feridas, com dificuldade em confiar. E, infelizmente, muitos saltam do casamento sem razão bíblica mas cheios de razão! Afinal, desejam ser felizes! Há tantas formas de encontrar esse caminho sem ruptura!
Não pensem que não compreendo o sofrimento, as marcas deixadas por anos de brigas, a intensidade da dificuldade em algumas pessoas se relacionarem! Entendo e valorizo cada um de vocês que luta dentro de um casamento dificil!
Como disse acima, oração e intimidade com o Pai muda a nossa visão. Ele transforma situações, ensina o nosso coração, cura mágoas. E o perdão acontece vezes sem conta! Orgulho, egoísmo não são aceitáveis mas dar honra ao outro pelo esforço que faz dentro do casamento.
E outros relacionamentos assemelham-.se a este! Precisamos aprender a lidar com a diferença. Honrar o próximo, admirá-lo, encorajá-lo! Rodearmo-nos das pessoas certas! Aprender a perdoar!
Leio por aí que o amigo vê-se na dificuldade. Continuo a achar que é na alegria. Quem se alegra connosco sem inveja ou desdém demonstra um amor profundo por nós, capaz de se alegrar mesmo quando a nossa situação é melhor que a deles!
Aprender com Jesus é a melhor forma de praticar o amor! Sejamos pessoas mais leves pois o mundo já é bem pesado e Deus estará sempre connosco! O sobrenatural deve guiar-nos...aquilo que o olho não vê, mas a fé já enxerga com um grande sorriso!
Parabens a mim e ao T. que temos conseguido! Que seja sempre assim...cada dia o amo mais! E agora que carrego dentro de mim o fruto do nosso amor, ainda posso ser mais grata, pois nem nisso houve cobrança. Soubemos esperar pelo tempo da bênção! Venha o que vier....que os nossos olhos estejam na cruz e nas promessas escritas nela e que são para todos nós!

Cátia


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Reflexões sobre cura....

Uma das coisas que mais me fascina acerca de Jesus é a compaixão que sempre demonstrou por quem estava doente. Ele compadeceu-se sempre que viu enfermidade do corpo. Sabia o quão difícil é viver com a doença, encarar a vida, fazer as atividades diárias. Sabia que a enfermidade física trazia com ela o desespero, a angústia, a depressão! Quanto mais forte o diagnóstico, mais pesada é a luta.
Tenho refletido sobre cura...
Há gente pelo mundo que dedicou as suas vidas ao ministério da cura. Oram pelos enfermos numa base diária e vêem milagres acontecer. Também sei que, de vez em quando, deparam-se com a frustração de não ver mudança no corpo das pessoas. Mas não desistem. Aprenderam que Deus tem propósitos para cada situação porém também sabem que um dos Seus maiores desejos é curar e, por isso, é isso que buscam - a CURA!
O conhecimento e a ciência colocaram ao nosso dispor diversas soluções para problemas distintos! Medicamentos, injeções, cirurgias, graças a Deus por tudo! Porém, com tantos recursos, deixámos de experimentar o poder libertador que reside em Jesus. Uns não usam a medicina, outros não recorrem a DEUS! Dois extremos que se podem completar!
Creio que há diagnósticos chamados irreversíveis, que nem a medicina pode ajudar. No entanto, há um versículo na Bíblia que diz que "aquilo que é impossível aos homens, é possível a Deus!"Então, precisamos cada vez mais deixar de usar a palavra incurável ou irreversível. Necessitamos ter uma clareza sobre o ponto de vista de Deus sobre a doença, entender o poder que Ele tem e deixar com Ele.
Não podemos basear-nos em história sem final feliz, em curas que ficaram por acontecer, necessitamos sim conhecer mais Dele, para compreendermos o que tem para nós.
E quantas vezes é tão fácil colocar a fé em prática, orar com ousadia porque trata-se de outra pessoa? E depois quando o assunto é connosco, tudo fica mais sombrio e parece que a fé se escondeu atrás das nuvens! Duvidamos mais depressa que algo aconteça em nós! Acreditamos, sim, que acontece aos outros!
Não creio que devemos baixar os braços. As promessas são para nós. Jesus carregou o peso das nossas doenças. Ele tem poder. Ele deseja restaurar-nos.
Parece que a religiosidade, o comodismo, o medo ofuscaram a imagem de um poder sobrenatural que habita dentro de nós. Foi o próprio Jesus que afirmou que se disséssemos aos montes para se moverem, era isso que aconteceria. Para os Judeus, montes representam problemas. Então? Vamos contentar-nos com diagnósticos? Vamos esperar que passe? Ou vamos buscar a cura?
A fé precisa crescer, precisa subir patamares, precisa ser experimentada! Vamos viver de milagres ou de passividade?
Precisamos estar preparados para a frustração, tendo em conta que isso não muda quem Deus é. Mas enquanto há vida, há esperança - de que tudo vai ficar no lugar certo na hora certa!
É isso que vou acreditar - a cura está nas mãos de Deus, Vamos lá buscá-la para qualquer necessidade!
Cátia

domingo, 19 de abril de 2015

Uma palavra às Joquebedes deste tempo....

As histórias da Bíblia são uma grande inspiração para as nossas lutas diárias. Homens e mulheres de outros tempos mas com os mesmos sentimentos e desafios de alma! 
E ontem pensei em Joquebede. Lemos sobre esta mulher no início do livro de Êxodo. Ela foi nada mais que a mãe de Moisés! A mãe do libertador do povo que jazia na escravidão! Tudo isto a mando de Deus, com o dedo de Deus, com a criatividade de Deus!
Mas voltemos a Joquebede...
Imaginem uma mulher comum, com 2 filhos e grávida de um terceiro. Os dias passados a observar o seu povo ser humilhado e escravizado pelos Egípcios levava a doce lembrança dos tempos em que o Hebreu José governava todo o Egipto e usava o anel do Faraó! Agora esses tempos já lá iam...afinal o povo precisava sentir a necessidade de sair e de encontrar uma terra onde pudessem morar livremente e servir ao seu Deus. Cresciam em número, eram prósperos, assustavam os Egípcios!
As promessas dadas a Abraão pareciam estar perdidas no tempo e na miséria de cada dia. E para piorar, sem saber se carrega no ventre um menino ou uma menina, o  coração de Joquebede estremece quando toma conhecimento do decreto de Faraó de matar todos os bebés Hebreus. Os Egipcios desejavam exterminar a raça Judaica e os oficiais tiveram ordem para deitar os bebés no Rio Nilo! 
Imagino a dor desta mulher em ver o triste destino que aguardava o seu bebé caso nascesse homem. 
Chegou o dia, as águas rebentaram, as dores começaram e entre um grito e outro havia o temor de ganhar para perder. O bebé veio à vida num misto de alegria e temor. Joquebede envolveu-o em panos e escondeu-o. Conseguiu fazê-lo por 3 meses com êxito mas o cerco apertava e precisou tomar uma decisão. 
Resolveu-o protegê-lo, aninhando-o num cesto e com a ajuda da filha mais velha - Miriã - colocaram-no no rio. Tenho a certeza que esta decisão foi selada por uma doce confiança no Deus de Israel. Mas também imagino a dor desta mulher. As lágrimas no rosto de uma mãe que abdica do filho, que o deixa aos desígnios de Deus, com a perspectiva de nunca mais o ver. Não conseguiu ficar a observar a cena. Ausentou-se, provavelmente, amargurada. A irmã corajosa ficou com os olhos no irmão bebé. Queria ver onde iria o cestinho, desejava que um milagre surgisse e não é que surgiu?
A filha de Faraó banhava-se no rio e avistou o cesto. Ficou emocionada ao ver o rosto do bebé, lembrou-se da dureza do pai que teve a ousadia de ordenar o homicídio de tantos bebés. Não teve coragem de fazer o mesmo. Resolveu ficar com esta criança. A irmã que observava isto tudo dirigiu-se a ela. Com esperteza levou-a a entender que o bebé precisava ser amamentado, que precisava de uma ama que o criasse enquanto fosse pequeno. A filha do Faraó concordou imediatamente. 
Imagino como Miriã deve ter corrido para casa cheia de  alegria e impactada por tamanho milagre. Encontrou a mãe chorosa e angustiada - encontrou um lar de luto e a perder a esperança, Correu para os braços da mãe e contou-lhe cada detalhe.. Joquebede não podia acreditar. Esta mulher viu a sua sorte mudar, viu a noite nitidamente converter-se em dia.
Depois de um tempo de trevas, escuro e em dor, a luz surge, Joquebede não perdeu o bebé. Ela iria criar o próprio filho! Ela iria ser a ama! Ela iria vê-lo crescer. E o restante já sabemos....ele foi o líder escolhido por Deus para levar o povo para fora do Egipto.
Joquebede confiou, protegeu o filho enquanto pôde e Deus usou a tragédia para o bem daqueles que são seus! Transformou uma situação devastadora em algo maravilhoso!
Não será assim connosco, Joquebedes do século XXI? Homens e mulheres que vêem sonhos morrer, que atravessam caminhos difíceis, que vivem no limiar de depressões, insatisfeitos, enfrentando decretos de doença, divórcio, perdas...
Podemos acreditar que tudo o que colocarmos no cesto que simboliza as mãos de Deus pode transformar-se. Podemos ver a noite converter-se em dia, a dor em alegria. As situações mudam, o rio corre, o cesto move-se!
O que faz doer o teu peito hoje? Coloca-o no cesto e larga-o mas larga-o com convicção, com fé, com esperança de que será resgatado pelas mãos de Deus, cuidado e transformado!
Não somos diferentes de Joquebede e Deus.....oh.....Ele é exatamente O MESMO! Por isso, MILAGRES ACONTECEM!

Cátia

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O Tiago, o casamento, a vida e.....HAPPY BIRTHDAY!

Amanhã é o dia de aniversário do maridão e, por isso, resolvi escrever um texto sobre ele, sobre o casamento, sobre a vida...
Estou muito orgulhosa do Tiago. Todos os que passam por ele sentem a generosidade que lhe sai do coração. Conhecemo-nos há mais de dez anos atrás. E posso afirmar: fiquei iluminada pelos olhos dele e pelo jeito doce logo à primeira vista. O meu coração uniu-se ao dele e resolvemos casar.
Não sabíamos o quanto algumas situações podiam ser difíceis. Não sabíamos o quanto o casamento envolve abnegação, compreensão, paciência!
Afinal, éramos meninos que pretendiam crescer juntos perante uma vida que se desenrolava. Faltava experiência, sabedoria, prudência. Há sempre alguém por perto, mas nós somos os últimos a fazer decisões - mais ou menos acertadas!
Hoje olho para trás e já não vejo o menino com quem casei - mas o homem admirável e protector que tem sido. As situações produziram experiência. Tudo foi ficando cada vez melhor...
Ao longo dos anos, descobri também o caminho da submissão. Hoje em dia ninguém gosta de ouvir isto mas o homem é realmente o cabeça da família e às vezes, nós mulheres, achamos que eles não sabem fazer o trabalho deles bem feito e, então, tentamos liderar. Porém, invertemos as coisas e os homens sentem-se susceptíveis, não necessários. O homem é protector, aquele que dá segurança e sustento. E se ele não o está a fazer, alguma coisa está errada. Mas nós devemos ajudá-los e não criticá-los. O homem gosta de elogios e nós precisamos de afectos. É uma partilha bonita e feliz! 
Homem e Mulher precisam estar conscientes das suas funções no casal. Precisam reavaliar as suas ações, mudar se necessário, dar lugar ao diálogo e permitir que haja solução para tudo e não rompimento ao mínimo ou grande desafio!
O amor - esse é o elemento conciliador de tudo! Tudo é possível quando há amor e quando confiamos que Deus está connosco! Esse entendimento dá-nos coragem para a espera longa que temos tido, confere-nos união e força. Não somos perfeitos. Todos os dias trazem algo novo, ciladas, tempestades. Algumas são repentinas. Porém sabemos que enquanto a nossa casa estiver firme numa rocha indestrutível, tudo nos ensinará.
Não conhecemos o futuro!Mas encaramo-lo de mãos dadas e assim queremos permanecer até ao fim das nossas vidas!
Por isso, hoje olho para o Tiago e reconheço a fidelidade de Deus - mais que nunca! Este é um homem que me faz rir, bom, corajoso, altruísta, bondoso. surpreendente! Um homem que ama Deus e que ama a vida!
O Tiago gosta de carros e de doces! É feliz com pouco e ama estar com pessoas. Gosta de ter a casa cheia de amigos! 
Amo-te será sempre pouco! ...meu companheiro, minha vida, meu amor!
Feliz Aniversário amanhã!!!! :) 

Catia

sábado, 7 de março de 2015

Adaptação!

Adaptação está intimamente ligada a mudança. E se há quem goste muito de mudanças, há os que sofrem bastante com elas.
Eu não sou propriamente fã. Na verdade, temos que ser realistas, até as mudanças para melhor trazem dificuldade de adaptação e podem revelar-se difíceis. Tudo tem um caminho e a novidade nem sempre é encarada da melhor forma.
No entanto, creio que fomos criados com esta capacidade especial chamada adaptação e se, a explorarmos bem, tudo pode funcionar melhor e trazer felicidade enquanto passamos pela mudança.
A adaptação pode acontecer de várias formas. Pode girar à volta de perdas pessoais. Reviver com novas circunstancias, mudanças várias, Mas a verdade é que seja o que for novo na nossa vida, precisamos adaptar-nos!
Assim, precisamos em primeiro focar a atenção nos benefícios da mudança. Acreditar que pode ficar melhor. Precisamos não cortar com o passado mas focar-nos em viver o presente. Entender que as coisas antigas foram boas mas que isso não representa que o futuro não possa ser. A recordação existe porque existiram pessoas, momentos, lugares que nos fizeram felizes mas não significa que o futuro não traga melhor. 
Necessitamos deixar de criticar tudo o que nos rodeia comparando-o a qualquer situação passada. Isso só fará que a adaptação seja mais difícil. Nada nos preenche, tudo é feio, pior do que já tivemos! Não! Pode ser diferente mas com resiliência, podemos transformar qualquer que seja a atmosfera em que estamos inseridos.
Precisamos criar laços com novas pessoas? Não pode ser assim tão difícil! Temos barreiras culturais ou até linguísticas? Muito intervalo entre idades? Conflitos geracionais? Discordâncias? Temos em nós capacidades sociais múltiplas e quando o amor está em nós, tudo é possível. Na verdade, o amor transforma, cura, restaura, sabe esperar. Criar um relacionamento leva tempo, investimento. Precisamos perseverar e ver sempre o melhor no outro apesar das diferenças, pois acredito que há tanta beleza na diferença.
Eu precisei adaptar-me - a um novo país, a uma nova língua, a uma nova forma de trabalhar, a uma nova forma de ser Igreja, a novos amigos, a nova comida, a um novo clima, etc. E não é fácil, não é perfeito e há dias em que me apetece gritar em bom português : SAUDADE! 
Hoje sinto-me adaptada, Desliguei de algumas coisas para poder ganhar outras e valorizo sempre as raízes pois são elas que dão força às asas que me fazem voar nas novas circunstancias, O meu processo é saber valorizar o diferente, tentar entender o estranho, reeducar-me no que é necessário sem jamais perder a identidade! Dar o melhor de mim e receber o melhor do outro!
Acima de tudo, manter acesas a esperança e a fé de que o melhor virá, de que viveremos novos tempos e que somos mais ricos por experimentar o novo.
Por isso, desejo-te coragem para a mudança e consequente adaptação. Seja qual for o motivo que te trouxe onde estás hoje, Se houve perda, creio que DEUS acrescentará! Deus é AMor. Um não existe sem o outro por isso nunca te deixará só, mesmo que não consigas sentir isso. Mais tarde vais perceber que Deus esteve lá. Ele providenciará na tua mudança. E ainda que vozes se levantem contra essa mudança, Ele também as calará e sossegará o teu coração. Não tenhas medo, Desafia-te a encarar tudo com o coração largo e forte, pronto para aprender, dar e receber!
Boas mudanças!

Catia