Qual é o nome pelos qual os teus colegas te conhecem? Quais os adjetivos usados pelos teus pais ou professores para te caracterizarem? Onde está baseada a tua identidade?
És igual a ti mesmo ou procuras agradar a todos?
Sem identidade, não cumprimos qualquer propósito especifico que tenha sido desenhado para nós. Não nos encontramos, não sabemos quem somos, não nos concretizamos!
Precisamos descobrir essa identidade para que vivamos tudo em absoluto, em força e sem frustração.
Diz Génesis 1.26 que fomos criados à imagem de Deus. Em Cristo, alcançámos a Salvação e ao aceitar que o sacrifício Dele na cruz foi por nós e que Ele levou os nossos pecados, passamos a ser chamados filhos de Deus (IJoão3:1), Jesus vai mais longe, afirmando que se partilhamos com Ele e lhe obedecemos podemos ser chamados de Seus amigos (João 15:14 e 15). Em I Pedro diz que somos raça eleita, sacerdotes, ou seja, com acesso direto ao Pai. E II Corintos 2:15 e 16 afirma que somos o bom perfume de Cristo.
Será que temos noção de tudo isto? Vivemos com a percepção completa de que temos direitos e deveres como filhos, amigos, eleitos, fragrâncias de bondade, amor e justiça? É assim mesmo?
Vivemos na autoridade de Cristo, no amor não fingido, na paciencia e humildade que O caracterizam? Entendemos que esta identidade surge de um relacionamento que estava quebrado por causa do pecado mas que agora foi restaurado e isso permite que vivamos completamente livres?
Onde está a tua identidade? Deus diz quem tu és. Criado à Sua imagem, para aperfeiçoamento contínuo no caminho da vida. Ele promete estar sempre contigo e sabemos que nada nesta vida nos pode separar do Seu amor. Logo, somos amados, aceites e protegidos! E ainda temos um exercito de anjos que luta a nosso favor!
Agarra essa identidade com todas as forças. Sabendo quem és, estarás habilitado para cumprir a tua missão! E Ele gosta que sejas tu próprio, um vaso em constante modelação, mas com características próprias. Em muitos e muitos anos, imensas gerações, em todos os lugares nunca existiu e nunca existirá ninguém igual a ti!
Por isso aceita-te, porque Deus já te aceitou! E vive certo que aceitando tudo o que Ele te deu e sendo herdeiro do que Ele tem, há uma vida de novidade a cada instante. Usa o poder que te confia, o amor que te entrega, a sabedoria que te revela, o discernimento que te concede e impacta um mundo escurecido pelas trevas da ignorância, da maldade, do pecado!
Surpreende-te pela força que essa identidade pode exercer para quem ainda não deixou Cristo reinar nas suas vidas.
Até breve!
Como é bom ir a casa da minha mãe. Já não é a casa onde cresci, mas é como se fosse. E o sentimento é o mesmo quando entro na casa dos meus sogros. Ali sinto-me à vontade, como se vivesse lá. Estico-me no sofá, abro o frigorifico, os armários. Sirvo-me. Ando pela casa, com o conhecimento de quem se sente bem-vinda, amada e protegida.
Não preciso pedir para me servir. Não preciso procurar para encontrar algo. Não necessito cerimónias! Estou no meu território e aí encontro intimidade, equilíbrio, segurança!
Sou tratada como filha e respondo como isso mesmo...filha! ... pertenço ao coração da minha mãe e desfruto do que ela tem e para ela é um prazer poder servir-me e ter a minha companhia.
Amo voltar...provar do tempero dela, ouvir as histórias de sempre, ajudá-la nos afazeres e aproveitar os momentos juntas! Não é assim convosco?
Agora pensemos nos órfãos. Por diversas razões, ficaram sós. Não tiveram a presença dos pais, o privilégio de sentir o aconchego de um lar. Então criam dificuldades no relacionamento, na confiança, na entrega. Criam receios, não têm onde repousar e quando lhes é dado um lar, leva algum tempo a que se habituem à ideia de que agora tudo aquilo é deles também. Pouco a pouco vão-se entregando e criando laços.
Como temos sido perante Deus? Aquele que não nos deixou órfãos, mas nos deu o privilégio de sermos chamados filhos. Será que temos desfrutado de tudo o que o Pai tem ou temos sido órfãos receosos e sem confiança? Tratamos a casa do Pai como a nossa? usufruímos de tudo o que ela tem? Abrimos o frigorifico? Tiramos os iogurtes de bênção, unção, presença, paz, fé? Temos intimidade com ELE? Corremos para casa Dele, para um conselho? Amamos passar tempo com Ele? Partilhar as tarefas, ouvi-lo com satisfação?
Desfruta de tudo o que o Pai tem, como filho. Não percas nenhum dos benefícios de ser filho de Deus! Não és órfão e, mesmo que o sejas de pai e mãe, não és no Espírito! Deus chama-te filho e quer ser teu Pai em todos os tempos da tua vida!
Por isso, vive como filho! Entra na casa do Pai, demora-te por lá, passa tempo de qualidade, desfruta da Sua presença e recebe os abraços e aconchegos do Pai, sem medos, sem constrangimentos. Afinal, ali é a tua casa!!
Abracinho e até ao próximo texto,
Cátia
Jonas é uma personagem engraçada. Deus manda-o a Ninive falar com as pessoas por causa do pecado e ele, conhecendo a misericórdia de Deus, prefere não ir. Foge ao seu destino alegando que ia fazer figura triste pois Deus iria ter compaixão e perdoar todo o povo. Ficou tão descontente que pediu a morte. Já fora da cidade, acampou ao sol. Nasceu uma aboboreira para protegê-lo mas durou muito pouco. Logo, o bicho veio e comeu-a. Jonas passou tão mal, que desmaiou. Desejou a morte com toda a força. Deus ensinou-lhe uma boa lição. Ele estava irritado com tudo...a cidade, a aboboreira e parecia dramático demais até. Jonas percebeu a lição sobre o amor e compaixão de Deus que se preocupava com a sua criação naquela cidade.
A reputação de Jonas não era o importante, mas as vidas que estavam na cidade!
Jonas via o seu pequeno mundo. Lá ia ele advertir o povo, dizendo que em quarenta dias a cidade ia ser destruída por causa do pecado. Era um agente de más noticias. Depois, o povo arrependia-se e o que iria acontecer? Deus iria ter misericórdia do povo e nada disso aconteceria. E quem é que ficava mal? Ele mesmo.
Jonas não viu que havia algo muito maior que ele. Existia algo muito superior à opinião que pudessem ter sobre ele. Não viu que o seu caminho não seria em vão. Concentrou-se nele mesmo e em pouco mais. Na verdade, as palavras que ele entregou ao povo levaram o mesmo a um arrependimento sincero, e Deus, no seu amor incondicional, perdoou-os e salvou-os!
Vamos desconstruir-nos de nós mesmos? O que interessa mais? Ficar bem visto e cair nas graças de todos ou falar o que é verdade para que o nome de Jesus seja anunciado em toda a parte? Falar mansinho com a mentira ou ferir com as verdades para que possamos originar mudança nos outros? Aderir às modas e culturas seculares ou ter uma opinião apoiada pela palavra?
Não conseguiremos agradar a todos. E isso nunca deve ser o nosso interesse. Marcar posição sobre assuntos como aborto, divorcio, etc. não nos faz "coitadinhos" mas dadores da vida!
Estar atentos como pais, educadores, formadores requer de nós vigilância e discernimento espiritual.
Sair da zona de conforto e denunciar o pecado é a nossa missão. Amar e orientar é o nosso desafio!
Por isso, vamos minimizar o ego, as consequências próprias, os nossos interesses e levantar o plano Maior de salvação para toda a humanidade, o amor de Cristo por TODAS as pessoas e não só pelas que nós amamos ou que consideramos moralmente boas.
Bom fim de semana!
Catia
Desde que começou o novo ano que esta palavra surge na minha mente inúmeras vezes. Fui verificar o dicionário e encontrei o seguinte: "Desconstruir - desfazer para voltar a construir". Digamos que não se trata de uma destruição, mas uma desmontagem para descobrir aquilo que é impeditivo ao crescimento, que está por vezes enraizado e retirar essas mesmas coisas e reconstruir.
Dentro de nós, deverá sempre existir a desconstrução!
Quantas vezes já nos vimos num caminho desconhecido com a intenção de chegar a um lugar qualquer e o destino não chega? Simplesmente porque continuamos a caminhar na via errada. Depois de algum tempo, lá nos decidimos a fazer uma inversão de marcha e procurar o caminho certo.
É isso!
Na minha vida, preciso repensar algumas coisas. Atitudes, formas de agir, algumas já com muitos anos de prática. Coloquei-as na balança da Palavra de Deus e descobri que as mesmas estão erradas diante do que Deus planeou para mim. O meu ego procura apresentar razões, o meu egoísmo tenta explicar situações, a experiência procura validar os meus erros.
Porém, encontro-me diante do espelho da palavra e encontro erros cruciais. Alguns provocados por esta sociedade que nos tenta incutir os seus valores mascarados de modernismo e outros que desenvolvi sozinha, de forma a erguer muralhas de proteção.
Vamos à prática?
A Palavra diz "Não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis a boa, perfeita e agradável vontade de Deus."
Agimos conforme as tendências da moda, do padrão do mundo, da sociedade em constante mudança. Justificamos as práticas com a evolução da sociedade, como se aquilo que Deus diz mudasse conforme as culturas, tempos ou estações. O pecado entra sorrateiramente pela porta principal e as famílias são destruídas, os lares corrompidos e os nossos jovens passam a viver cada vez mais longe de Deus.
Voltemos à Palavra? Esta é a desconstrução que eu consigo ver. Em cada atitude, ser razoável e procurar a resposta na Bíblia. Será que esta é a forma certa de agir?
Seja nos relacionamentos, no trabalho, na forma de olhar, vamos repensar. Precisamos deixar o Espírito Santo agir, sondar e ensinar-nos a agirmos como homens e mulheres de Deus que não procuram ter razão, mas são humildes para reconhecer o que deve ser mudado.
Nos próximos textos, iniciaremos uma caminhada sobre a desconstrução. Falarei de aspectos muito práticos que Deus tem colocado no meu coração. Espero que possamos aprender juntos!
Até breve,
Cátia
Amo deitar a cabeça na almofada e saber que Deus controla o meu mundo!
Pensar que "mil cairão ao meu lado mas eu não serei atingida" ou que "o choro pode durar uma noite inteira mas a alegria surgirá pela manhã."
Essa certeza consola-me e dá-me uma nova visão sobre a vida. Entre amigos doentes, situações que nos perturbam, aspirações, sonhos e promessas, surge uma luz no caminho.
Essa é a luz que me fortalece, abala, reconstrói, rejuvenesce, sustenta. Daí vem a minha força e a minha esperança num amanhã melhor, numa resposta que contribua para o bem, numa experiência que ensine mais sobre a vida e sobre as pessoas.
O ano 2013 passou como o vento que corre ligeiro. Para uns deixará saudade, para outros tristes lembranças e para muitos foi "O" ano! Com certeza, todos tivemos dias menos bons ou melhores. O que importa é que tenhamos vivido intensamente porque este não volta mais..
Entremos em 2014 com a certeza que tudo tem uma solução. Que a esperança e a fé sejam maiores que o desespero ou a angústia. Que a vontade de amar e desfrutar do melhor da vida seja superior às brigas fúteis e sem valor! Que as raízes de amargura percam forças e morram para darem lugar a lindas árvores de paciência e generosidade.
A vida que Deus desenhou para nós é extraordinária e estamos, provavelmente, a perder metade daquilo que ela já é aqui na terra!
Neste dia quero apenas incentivar os meus leitores a viverem uma vida pertinho de Deus e dos outros. A amadurecerem esta relação vertical que orientará todos os relacionamentos horizontais com os pares. Uma conversa sincera com Deus sempre trará uma resposta saudável e adequada para cada situação. Ler a Bíblia é trazer foco e luz sobre as ideias. É a bússola que controla o caminho.
Lembrem-se que Ele é o autor das histórias com final feliz. Lembrem-se que Ele é "O caminho, A verdade e A vida". Lembrem-se que Ele é amigo e fiel em qualquer circunstancia e, por isso, vamos caminhar de mãos dadas pela vida, como árvores fortes e viçosas que jamais se abalam.
Bora lá viver, amar e lutar...sem desistir!
Sejam felizes! Despertem o melhor de vós e sejam pessoas inspiradoras!!!!!
Cátia
"Sonda-me, ó Deus e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" Sl 139:23 e 24
No outro dia, enquanto passava os olhos por uma rede social, encontrei várias situações. Alguns bajulavam-se de grandes feitos, outros provocavam, outros enviavam mensagens a pessoas nas entrelinhas da ironia, alguns desabafavam e outros brincavam. Há uma miscelânea de sentimentos expostos e as intenções e argumentos são pesados por quem lê. Isto fez-me refletir, não sobre a critica ou os vários pontos de vista que os outros possam ter sobre determinada exposição. Mas com que intenção falo, escrevo, faço, publico?
E surgiram no meu coração estas palavras de Davi.
Afinal, o exterior analisa as minhas atitudes. Deus conhece a verdadeira intenção.
Quantas vezes falámos com o propósito de magoar, criticar, atingir?
Quantas vezes provocámos alguém através de uma imagem?
Quantas vezes desejámos surtir inveja ou ciúme?
Quantas vezes usámos a Palavra de Deus para atingir os nossos próprios fins?
Hoje é dia de refletir. Olho para dentro de mim e tento encontrar motivações sinceras, desejos puros, intenções sem maldade! Olho para o meu interior e procuro achar o Espírito Santo com o o fruto da alegria, paciência, bondade, mansidão, domínio próprio..etc. Preciso de uma consciência limpa, com intenções no Espírito. Hoje é dia de sondar, pedir a Deus que se encarregue de retirar os caminhos maus e de me guiar pela vereda eterna!
Quero reflectir uma luz límpida sem sujidade, sem teias de aranha, mas com poder de iluminar na medida certa, sem encandear ninguém! Sim....a medida certa é a de Deus!
Por isso, oro:
"Senhor, avalia e pesa as minhas intenções na balança da Tua Palavra. Retira a carga que estiver a mais e ajuda-me a ter um coração focado no que é bom e que é do Espírito. Lança fora o que for mau, ajuda-me a olhar o outro com o teu olhar e a amar mais do que a criticar. Tua para sempre! No nome de Jesus, Amen!"
Cátia
Davi foi ungido rei muito antes de o ser. Deus, o profeta e muitas pessoas o reconheceram como rei mas aquele que detinha o poder (Saúl) não o deixava exercer esta missão e nem lhe permitia ocupar o seu lugar. Perseguia-o, invejava-o, enfim...Davi sofreu com toda esta confusão e nada podia fazer. Afinal, não lhe cabia a ele matar Saúl.
No meio de tudo isto, diz a Biblia em I Samuel 22 que Davi e muitos outros esconderam-se nas cavernas de Adulão. Lá estavam os que sofrem, os atormentados, os pobres, os endividados. Lá estavam refugiados. Sabemos de Davi, que ele clamava ali por socorro. Sabemos que entoava cânticos, compunha poesias, no meio da tormenta e do desassossego.
Muitos deles já tinham vivido em plenitude. Já tinham estado no palco da vida, rodeados de bens, de amigos, de fama e alegria. Agora, algo tinha mudado as circunstancias. As nuvens vieram encher o céu e o sol escureceu completamente. Estas pessoas precisaram ir à caverna!
E tu? Já por lá estiveste?
Entraste no deserto da angústia, da crise, da divida, da doença, da insatisfação, da dor e precisaste recolher-te a uma caverna. Ali tudo é escuro e queres estar só. Não queres nem ouvir ninguém. Ali estás bem. Recolhido, de olhos fechados, com lágrimas que não param de cair. Lá podes lamentar, clamar e chorar. A tua caverna é o suficiente por agora.
Precisas do silêncio. E precisas de Deus. Não consegues ouvi-Lo no meio da multidão e já não tens certeza se Ele te ouve. As dúvidas cercam o teu coração e a alma desfalece. Acomodas-te à caverna, ainda que começa a tornar-se desconfortável, se por lá ficares por muitos dias.
A caverna é o lugar perfeito para um grande encontro. A sós, desfalecido, e sem expectativas, só esperas por uma solução. E, subitamente, o Espírito Santo entra na caverna. Sim e senta-se ao teu lado. Tu sentes a Sua presença e, por um instante, nada diz. E as tuas lágrimas caem diante desta presença. Coloca a mão nas tuas costas e permanece ali. Chora contigo e começa a cantar junto a ti. Quando menos esperas, começa a falar.
As Suas palavras saem num tom que nunca ouviste, os vocábulos certos, a consolação que mais necessitavas. Tudo começa a ficar menos denso. Levanta-se e estende-te a mão. Diz baixinho: Está na hora de abandonares a caverna.
As cavernas da vida são lugares de cura e transformação. São lugares onde surgem os mais belos hinos e poesias. São lugares de intimidade, onde Deus trabalha. A resposta aos problemas pode não estar logo ali na saída da caverna. Mas a força para enfrentar os obstáculos está. Na caverna, tens o melhor momento da tua vida: a presença de Deus que consola o teu coração.
Dizem os peritos que as cavernas de Adulão têm profundezas ainda não descobertas. Assim é a vida com Deus, com tal profundidade que uma vida inteira não desvendará. Mas pouco a pouco tornamo-Lo conhecido de nós e o Seu carácter e amor inalteráveis dão-nos a fé para seguir avante até ao arco-iris!
A caverna nunca te matará. Por isso, fica apenas o tempo necessário para renovares as forças. Quando Deus te der ordem de saída, segue o teu caminho e daqui oro para que tenhas boa viagem!
Cátia