"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a tua fidelidade.A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca."
Lamentações 3:21-25
Não sei ainda porque continuo a escrever....isto dos blogs está a ficar ultrapassado! Numa sociedade em que tudo é rápido, ver pequenos vídeos é mais confortável e eficaz. Porém leiam-me ou não, a escrita é para mim uma forma de expressar e de me libertar de algumas emoções. Funciona como um amigo que me ouve e também é a minha forma criativa de estar na vida. Desde que me conheço que escrevo...prosa, poesia, o que for! Faz-me bem à alma usar a palavra escrita para falar do que o coração está cheio!
O versículo que escrevi acima levanta uma questão: será bom lembrar-me do meu passado? Será que me ajuda a ter esperança para o futuro? Creio que temos uma memória seletiva e, então, é possível encontrar os arquivos de coisas boas ou não mas onde a presença de Deus foi constante. Jesus esteve lá....e é isso que me ajuda a ter coragem diante dos desafios.
Gosto de olhar para a minha infância e pensar nos natais em família, os momentos em que fazíamos as filhós juntos; das árvores de natal improvisadas pelo meu pai, arrancadas diretamente do pinhal ao lado da casa e decoradas com algodão que fingia ser neve; dos verões em Lisboa com as visitas à Feira Popular e os passeios de barco e o cheiro das sandes de mortadela na praia. E hoje nem o meu pai nem a feira popular existem, mas sempre existirão dentro de mim pelas memórias extraordinárias que estão gravadas no coração. Lembro-me das minhas amizades na adolescência e anos seguintes, em que ri tanto, diverti-me tanto, cresci tanto. E, uma vez mais, alguns também já não estão no meu universo e houve quem me deixasse até marcas profundas de dor. No entanto, numa fase da vida foram o meu encorajamento e colo. Mais tarde, o meu filho que foi um presente do céu em forma física depois de um diagnóstico de falta de ovulação. E nas perdas e nos ganhos, Jesus. Vejo-o sempre ao lado da minha cama, ao meu lado no carro, na rua, na escola, no trabalho, recebendo as minhas orações e respondendo com colo e poder.
Hoje é tempo de encarar Jesus no passado e encontrá-lo no presente. Acreditar que Ele permanece o mesmo e que agirá como sempre agiu. Porquê? Deus não me deve nada: Ele já deu o Seu filho numa cruz, Jesus já deu a Sua vida mas conheço tão bem a Sua misericordia e amor que acredito que continuará a fazer algo todos os dias na minha vida e dos meus. Então, trago à lembrança todo o consolo, toda a paz, tudo o que Ele fez para continuar firme nos dias maus em que vivemos pois Ele é o mesmo! E Ele fez, faz e fará "mais do que pedimos ou pensamos" Ef 3:20
Lembra-te das bençãos, conta-as, fala delas e olha para a frente e para o que DEUS pode ainda fazer hoje!
Com amor,
Cátia
